O affair entre Design Thinking e Pensamento Visual

Um desenho de um bloco de post it representando o Design Thinking e um marcador de quadro (representando o Visual Thinking) quase se beijando

O começo do Design Thinking

Há alguns anos que o tema de inovação tem tido cada vez mais destaque nas conversas sobre administração e gestão de negócios. Se você trabalha no mundo de fazer novas ideias acontecer, é quase impossível que ainda não se tenha deparado com “Design Thinking” (DT para os amigos).

A história do DT começa nos anos 60, numa tentativa de mapear os processos do trabalho de Design. Nascido de uma década de ruptura, a origem do Design Thinking mistura a busca por eficiência e consistência do Modernismo mecanicista com o reconhecimento de que o Ser Humano seria muito mais complexo do que o que se poderia definir. É o produto de uma fronteira e traz em si todas as ambiguidades a que tem direito.*

Muitos anos se passariam até esta perspectiva do trabalho de Design (que em inglês tem outra conotação) virar tão popular quanto é hoje. Passou por várias tendências e foi aplicadas em inúmeros contextos. A sua longevidade é testemunho do seu impacto e hoje existem inúmeros especialistas que ajudam organizações a aproveitar esta forma de orientar a inovação em produtos e serviços.

Design Thinking e Pensamento Visual andam juntos

Ilustração de representação visual de um método, conjunto de post-its e alguns Canvas

Faça um experimento: procure no Google por imagens de “Design Thinking”.

Muito provavelmente vai encontrar 3 grandes grupos:

Fluxos visuais de processo, Paredes repletas de post-its, Canvas e templates impressos para orientar as atividades.

E sabe o que é comum a todas estas imagens? Muitas pessoas trabalhando juntas também.

Em suma: a mais famosa abordagem para projetos de inovação do nosso tempo coloca o ser humano no centro do processo e é representada por imagens de colaboração visual (post its, esboços, protótipos de aplicativos, canvas e telas de negócios, flipcharts e quadros brancos.)

Mas porquê?

3 pessoas mostrando a ligação entre Design Thinking e Visual Thinking

Parecem-me existir 3 motivos para a prática do Design Thinking ser tão associada a imagens e ferramentas visuais:

  1.  Apesar desta abordagem não ter nascido exclusivamente com Designers, com o passar do tempo atraiu inúmeros profissionais da área, que trouxeram consigo uma maneira visual de pensar. Este fator também abriu as portas da metodologia a outras áreas que ao compreenderem a linguagem visual de forma intuitiva, puderam começar a participar do processo de Design Thinking.
  2. DT tem um componente forte de experimentação, que exige movimentos simples, rápidos e que geram novo conhecimento para posteriores hipóteses. Esboçar uma ideia é muito mais rápido do que a descrever ou especificar extensamente.
  3. Por recorrer frequentemente à colaboração entre perfis e profissões diferentes, necessita de uma linguagem comum para que os participantes possam construir um entendimento compartilhado. Não existe linguagem mais unificadora do que a linguagem visual.

Pensamento Visual é um aditivo de performance para métodos

Ilustração de uma bancada de laboratório químico

Este alinhamento tão próximo entre Design Thinking e Pensamento Visual é uma perfeita ilustração de como o Pensamento Visual pode ser aplicado a um método e o transformar em algo mais colaborativo e memorável. Cursos de negociação podem aplicar Pensamento Visual, Certificações de Engenharia podem utilizar Pensamento Visual, Palestras de Direito podem se tornar mais impactantes com Pensamento Visual.

Da próxima vez que estiver planejando ou contratando um workshop de Design Thinking, sessão co-criativa ou dinâmica de grupo, pense de que forma o pensamento visual pode ajudar a levar o resultado para o próximo nível.

O que achou do artigo? Há algum ponto que gostaria que fosse melhor elaborado?

* Se quiser saber mais sobre a história do Design Thinking, você vai gostar deste post no Medium

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